30 de agosto de 2006

NEM TUDO ESTÁ MAU...


Quem olhar para a tabela da venda de Ferraris em Portugal nos últimos anos encontra uma estranha
coicidência: "a venda dos bólides, apaixonantes mas caríssimos e pouco versáteis, dispara quando o PS está no
Poder".
Retraiu-se, com quebras de venda para mais de metade, nos anos em que Maria Ferreira Leite, esteve nas
Finanças. Em 2005, com o desvario populista de Santana Lopes e a chegada ao poder de um nono líder do PS, eis que os cavalinhos rampantes se reproduzem de novo quase chegando aos índices atingidos com o optimismo guterriano.
Chegados a 2006, até meio do ano, o número de FERRARIS vendidos, em primeira mão, no espaço português desce novamente para escasas sete unidades.
Um elogio a José Sócrates e ao seu realismo económico, ou apenas um esperar para ver onde vai parar o efeito multiplicador das grandes obras da OTA e do TGV?
Claro que os dados oficiais não contabilizam outras formas de comprar e exibir as nervosas máquinas italianas.
Mas o recurso às fugas ao Fisco permitidas pelas 'offshores' é um problema para o qual nem o PS nem PSD dão mostras de ter qualquer rascunho de solução.

(octávio ribeiro)

Ora aqui está uma ideia de como vai este país, mau para uns, paraíso para outros, uns sem nada, outros com o mundo aos seus pés.
O pobre mais pobre o rico mais rico, é a lei da vida e os frutos de uma democracia à moda e medida dos portugueses menos atentos.
Assim estamos a par de um crescente fosso entre as classes portuguesas, e leva acreditar que melhor seria mudar de nacionalidade, dado que aqui tão ao pé o salário mínimo é o dobro do que o aplicado em Portugal, mas a moeda é igual à nossa.
Portugal de trazer por casa.

26 de agosto de 2006

CARTA AO JURÍDICO...


Este é um texto jurídico no mínimo curioso, que no contesto irá fazer rir os mais atentos, no entanto não deixa de ser um facto real.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA COMARCA DE LEIRIA recebeu o seguinte requerimento.

Cavalinhos, 11 de Julho de 2006.
Eu, Maria José Pau, gostaria de saber a possibilidade de abolir o sobrenome Pau de meu nome, já que a presença do Pau tem me deixado embaraçada em várias situações.
Desde já, antecipo agradecimento e peço deferimento.

Assina:
Maria José Pau

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Em resposta, o Tribunal lhe envia a seguinte mensagem de resolução:
Caríssima senhora Pau,

1º = Sobre sua solocitação da remoção do Pau, gostaríamos dizer que a nova legislação permite a retirada do Pau, mas é um processo delicado.
Se o Pau tiver sido adquirido após o casamento, a retirada é mais fácil, pois afinal de contas, ninguém é obrigado a usar o Pau do marido se não o quizer...

2º = Se o Pau for de seu pai, se torna mais complicado, pois o Pau a que se referimos é de família, e vem sendo usado de geração em geração.
Se a senhora tiver irmãos, irmãs, a retirada do Pau a tornaria diferente do resto da família.
Cortar o Pau de seu pai, pode ser algo que o vá aborrecer.

3º = Outro problema, porém, está no facto de seu nome conter apenas nomes próprios e poderá ficar esquisito caso não haja nada para colocar no lugar do Pau.
Isso sem falar que, caso tenha sido adquirido com o casamento, as demais pessoas estranharão muito em saber que a senhora não possui mais o Pau de seu marido.

4º = Uma opção viável, seria a troca da ordem dos nomes. Se a senhora colocar o Pau atrás da Maria e na frente do José, o Pau pode ser escondido, porque a senhora poderia assinar o seu nome como Maria P. José.

Nossa opinião é a que esse preconceito contra o nome já acabou há muito tempo e que, já que a senhora usou o Pau de seu marido por tanto tempo, não custa nada usá-lo um pouco mais.
Eu mesmo possuo Rata, e sempre usei, e muito poucas vezes a Rata me causou embaraços.

Atentamente.
Adriana Oliveira Rata


20 de agosto de 2006

QUEM SOU EU ?



Nascido na freguesia de Rossio ao Sul do Tejo em Abrantes, depressa cresci e fiz os meus estudos primários bem como secundários na Escola Industrial de Abrantes, comecei cedo a trabalhar no comércio em Abrantes e fazia em paralelo com os estudos de noite.
Depois voltei-me para o ramo automóvel, onde passei desde varredor da oficina até ao ponto de ser responsável pelo o sotk de peças, bem como diregir a oficina e demais colegas.
Com o célebre 25 de Abril, casei e dado à instabelidade de emprego mudei-me para Leiria.
Onde passei por vários empregos até que enveredei de novo no ramo automóvel, na Auto-Leiria(Ford).
Passado uns anos, com a ambição das vendas, uma primeira experiência falhada, mas depois começou a dar frutos, nomeadamente na Volvo, ou seja MGE sediada em Torres Novas (Pé de Cão), onde fiz um trajecto muito bom e com bons êxitos.
Após uns tempos saí e fui para vendedor de máquinas para o Entreposto de Máquinas de Leiria, novamente recheada de êxitos em vendas.
Mas o aspectro de minha vida familiar não me deixava e com o divórcio, rápidamente me embrulhei com experiência e fracassos em todos os aspectos, profissionais bem como de âmbito pessoal.
Após uma atravessia no deserto, com muitos lugares e empregos, e uma experência de empresário falhada em Fóz-Côa, regresso a Leiria para me recompor a nível pessoal e emprego.
Conheço um amigo, Vergílio, com o qual trabalhei uns anos e bons, no campo de máquinas, vendas e recolhas de créditos mal parados.
Após um período de êxito, quando estava tudo recompôsto e para começar uma nova vida, algo se abate sobre mim.
No dia 27 de Agosto de 2003, com pouco pessoal para trabalhar, estava a tirar uma falência com dois homens, os quais coloquei a fazer um serviço menos perigoso, eu vou fazer outro a uma altura aproximadamente de 7 mts, para tirar uma chaminé de uma caldeira, começa a chover e me cai uma chave de bocas para o telhado, e vou para ir buscar.
Dado ser uma serração e fábrica de móveis, o telhado estava como sebo, e ao pisar uma telha de lusalite sem madre, ela quebra e venho estatelar-me no chão a cerca de 5 mts.
Ao cair, na posição horizontal, com as costas em cima e serradura e bocados de madeira, fico paralisado e com o meu corpo da cintura para baixo como um bicho, inchado.
Sou transportado para o hospital de Leiria, no qual me fazem logo os primeiros exames, e sou evacuado para Coimbra, hospitais dos Covões.
Dado como certo a minha lesão na medúla espinal, teria que ser operado, para fixação das vertebras lesadas, D11-D12-L1.
Esta operação é efectuada em Leiria, Centro Hospitalar S.Francisco pela equipa, Dº Peliz e Ernesto Moura.
Após a operação, passado dois dias, dº Peliz se acerca de mim e me dá a notícia que eu mais temia.
Fico paraplégico da cintura para baixo.
Faço reabilitação no Centro de Reabilitação da Tocha, Rovisco Pais, aonde recuperei a mobilidade do corpo, e aonde tive de redescobrir um outro meio de vida.
Hoje, só em casa, penso e olho para trás e digo; "Que me valeu viver a vida de modo tão intensa e sempre com um passo à frente".
É com estas palavras, que eu entro aqui para descrever a pessoa que sou, com altos e baixos, amigos e inimigos, e hoje tento passar a minha vida aqui nesta tela e neste teclado, e pensar sempre fazer e criar amigos, amigos incondicionais, dado que os outros todos se foram e bateram a porta atrás.
Um Obrigado pela atenção que dispuseram a ler estes pequenos trechos da vida quatodiana de uma pessoa "Deficiente Motor".

18 de agosto de 2006

O NAZISMO DE GRASS


Günter Grass, o escritor alemão vivo que mais livros vende, o Prémio Nobel da Literatura, fez agora luz sobre o seu passado nazi.
Na sua autobiografia reconhece que pertenceu aos 17 anos e já no fim da guerra, ás Waffen-SS.
Em si, a confissão vale pouco.
Quase todos os alemães que viveram nos anos 30 e 40 tiveram algo a ver com nazis.
Até Joseph Ratzinger, como muitos se lembraram na altura em que se tornou Papa.
O problema cpm Grass, é que se elevou a instância moral capaz de criticar, de forma muitas vezes rude, qualquer acto mais ou menos aceitável.
É essa superioridade moral- que Grass tinha sobretudo aos olhos de uma certa esquerda- que obviamente se tornou numa máscara que caiu.
Grass tem quase 80 anos e teve espaço suficientes para ter reconhecido o seu erro, aliás aceitável pela sua juventude.
Ao esconder o seu passado até agora, depois de criticar tanta gente por ter colaborado com o nazismo
ou por ter se escondido esse passado nos deixa dúvidas.
Todos cometemos erros e quando os aceitamos com humildade tornamo-nos humanos.
Como Grass, agora. O problema é que durante 60 anos quis fazer que era sobre-humano, quase santo, como mostra os seus livros. E não era.