26 de setembro de 2006

DOIS CORPOS


Dois corpos e uma paixão
Corpo que em noite quente
Desnudo vem descansar
Ao lado de um outro corpo
Que o está a esperar
Logo o desejo se apresenta
Na curiosidade de um explorador
Que quer através de seus carinhos
Despertar no outro corpo o amor
Incansáveis aceleram os gestos
E entre gemidos de puro prazer
Fazem vir a tona num doce beijo
Tudo que suas almas queriam esconder
Ritmo marcado em música surda
Onde o balanço vem lembrar o mar
Que em ondas de suor salgado
Lava os corpos, deixando seu cheiro no ar
E assim as horas vão passando
Substituindo o sono por luxuria e prazer
Onde os dois corpos se fundem e se completam
Querendo apenas a paixão viver

23 de setembro de 2006

ASSIM TAMBÉM EU...


QUEM NÃO GOSTARIA

DE DAR UM COPIANÇO.

ESTAS CÁBULAS ATÉ DÁ

GOSTO VER.

SOFRE DEFICIENTE.


Até quando estamos

sujeitos a descriminação.

Como este temos inúmeros

casos, prometem, mas é só

nos papeis, e quando precisam

de votos, aí vem à carga com
notícias.

21 de setembro de 2006

PORTUGAL DOS PEQUENINOS


Sem margem para dúvidas,

algures neste Portugal está este sinal,

só mesmo para anões, se quiserem evitar

o embate.

Salvem o sinal e o país da medrioquicidade.

QUANDO TE ENCONTRAR


Quando te encontrar
Levar-te -ei para a cama,
Sem pedir licença
Tocar-te-ei em todo o corpo
E Sádicamente
Te possuirei !!!!
Vou-te deixar uma enorme
Sensação de cansaço
Entregue
Lentamente
Vou-te fazer-te arrepios
Fazer-te suar
Profundamente
Irás GEMER
Até chorar
Deixar-te-ei suada
Ofegante
Tirar-te-ei o ar.
A tua cabeça pulsará
Da cama............
Não conseguirás sair
E quando terminar,
Irei embora sem me despedir...
Até à próxima!!!

Assina:
Gripe

19 de setembro de 2006


Esta foi a melhor recordação
de Clinton enquanto Presidente
dos EUA.

A sala oval, que tanto mexerico
causou em todos os cantos da Terra.

Melhor que isto, só no Samouco.

16 de setembro de 2006

ANÁLISE ELÉCTRICA



O orgasmo feminino, coisa da qual as mulheres entendem pouco e, os homens muito menos.
Pelo facto de ser uma realidade endrónica que se dá sem expelir nada, não apresenta prova evidente de que aconteceu ou se foi simulado.
O orgasmo masculino não, é aquela coisa que se vê e se sente. Deixa o maior flagrante por onde passa.
Diante deste mistério, as investigações continuem e muitas pesquisas são feitas e centenas de livros escritos para esclarecer este gostoso e excitante assunto.
No outro dia vi um programa com uma séxologa sergipana dando uma entrevista sobre orgasmo feminino. A mulher, que mais parecia gerente do El Corte Inglês, falava do corpo como quem apresenta o desempenho de uma nova cafeteira eléctrica-doméstica.
Apresentou uma pesquisa feita nos EUA para medir a descarga eléctrica emitida pela 'xana' na hora do orgasmo, e chegou à conclusão incrível de que na hora Y, a 'piriquita' dispara uma descarga de 250.000 microwolts.
Ou seja, cinco vaginas juntas na hora do 'aimeuDeus', seria o sificiente para acender uma lampada de 100 volts.
Uma dizia;
"então, é capaz de dar o arranque ao meu Fiat 600, com a bateria em baixo".
Uma amiga me contou que está treinando para a bateria do seu Nokia. Disse que gozou e seu télélé, dentro da 'xana' carregou a bateria.
Você coloca a fatia de pão nos lábios inferiores, e zás sai torrada para o pequeno almoço.
Pensei, camisinha agora é pouco, tem que mandar encapar na Pirelli, ou enrolar com fita Tesa isolante.
É recomendável, na hora que você fôr molhar o biscoito na canequinha de sua namorada, perguntar;
" é 110 ou 220 volts?
Porque senão, depois de que aquela séxologa falou no programa das (Bejudas à solta), pode dar ovo frito no café da manhã, se não estiver preparado para a voltagem de sua companheira."

11 de setembro de 2006

TERRORISMO ?



TERRORISMO ?
QUE CONCEITO ONTEM, E HOJE !!!

Quando falamos em 11 de Setembro, vem logo às nossas memórias os ataques às " torres gémeas" e aos seus milhares de mortos, 2.749 contabilizados, fora outros que ficaram sequelas para o resto de suas vidas.
Mas, será que isso foi um ato de terrorismo, ou foi um protesto para algo mais, será um segredo para sempre, mas nós ficamos sempre com a realidade dos acontecimentos. Certo que isso mudou o conceito de muitos milhares, não só em terras Americanas como em todo o Mundo, mesmo hoje a palavra de terrorista paira nas bocas de todas as gentes em redor do Mundo, e mesmo que não haja motivo aparente, logo se desvia um avião ou se faz outro acontecimento, aí eles os verdadeiros terroristas estão a ganhar aos que pensam que o têm controlado.

MAS QUE NOS CONTA A HISTÓRIA ?

Hiroshima, deve lembrar a muitos que ainda hoje estão vivos e outros mutilados por um lançamento de "Bomba Atómica" sobre uma cidade indefesa, a qual vitimou milhares em que se estima em 75.000. Aos 6 de Agosto de 1945 a história mudou uma página de "HORROR".
Foi um ato de guerra ou de terrorismo ?
Não chegando o efeito devastador desta primeira, foi preciso a segunda sobre a cidade de Nagasaki aos 9 de Agosto de 1945, em que pereceram estimados 39.000 mil.
Foi um acerto, ou foi a confirmação do poder, ou um começo 'Terrorista' ?
Muitas incertezas ficarão por se saber, mas a realidade é só uma, olhando para trás e nos tempos mais recentes, até mesmo o Iraque, e outros locais, o que é senão a prova de que o Terrorismo é fomentado para a justificação de venda do 'Armamento' e a posse do 'Ouro Negro/Petróleo'.
Nada impede de homem correr numa corrida desenfreada para a destruição do Planeta Terra.

5 de setembro de 2006

CARDÁPIO DE UMA REFEIÇÃO DE SONHO


O QUE VAI HOJE ALMOÇAR?

Há muitos motivos para visitar Portugal.
Mas um deles é, sem margem para dúvidas, a culinária regional.
A minha balança é a maior testemunha de que por aqui se come e se bebe muito bem.
E como os prazeres da mesa devem ser compartilhados, este verão faço uma sugestão para um almoço à Portuguesa aí em sua própria casa.

APERITIVO
PUNHETA DE BACALHAU
Enquanto se faz o almoço, nada melhor do que reunir os amigos para uma punheta rápida. É um bacalhauzinho desfiado, temperado com cebola, azeite, vinagre, pimenta e um dentinho de alho, porque bacalhau quer alho. Simples e dá muito prazer, fácil de confecionar, é uma boa opção para os solitários.

ENTRADA
SOPA DE GRELOS/SOPA SECA
Por alguma razão, a sopa de grelos é preferida por marmanjos, rapazes novos. Os que já não se importam de ter algo agarrado às costas, preferem a segunda sopa, típica da Beira-Litoral e feita à base de feijão e pão duro.

PRATO PRINCIPAL
ARROZ DE PICA NO CHÃO
É uma especialidade da região Entre-Douro e Minho, no Extremo - Nortenho. O Arroz Pica no Chão, é feito à base de frango caseiro e toucinho, levando os devidos temperos e enchidos da região. É um prato delicioso, mas um tanto pesado, por isso deve ser apreciado com moderação, em especial por quem gosta de "rola-e-rola" depois da refeição. Com Pica-no-Chão a coisa fica mais complicado, para quem quer namorar após o almoço.

PÃO NA MESA
CARALHOTAS E CACETES
Uma refeição portuguesa, tem sempre pão na mesa.
As caralhotas são pequenos pães típicos da região de Almeirim. Já os cacetes são comuns em todo o país. É fácil encontrar um português com o cacete na mão.

BEBIDA
VINHOS PORTUGUESES
Os vinhos são classificados por regiões, e há para todos os gostos.
Quando é verão, talvez seja bom um branco com aspecto mais leve e feminino bem fresco. Pode escolher um Monte das Abertas (Alentejo), um Quinta da Pellada (Dão) ou talvez uma garrafa de Rapadas (Ribatejo). Mas se insiste em um mais encorpado, mais masculino, uma boa opção pode ser o Três Bagos (Douro), ainda mais intenso, um Terras do Demo (Beiras),
ou talvez mesmo um caseiro da Tertúlia do Pião (Cortes Leiria).

SOBREMESA
MAMADINHAS DA POUSADINHA DE TENTÚGAL, ESPERA MARIDOS OU PALHA DE ABRANTES
A confeitaria portuguesa é muito rica e os doces conventuais são mesmo um ojecto de culto.
Os Espera-Maridos é um doce simples que se faz com canela, açúcar e ovos. Já as Mamadinhas é uma das maiorias delícias surgidas nos conventos, bem como as tigeladas. A Palha de Abrantes, consite em fios de ovos, doce que faz os mais gulosos pecarem quanto à sua dieta.

DIGESTIVO
LICOR DE MERDA
É uma bebida da região de Cantanhede, feita à base de leite, baunilha, cacau, canela e frutas cítricas.
Quem já experimentou diz que é uma merda, mas muito deliciosa e gostosa.

BOM APETITE, FAÇA MESMO HOJE A EXPERIÊNCIA, NÃO GUARDE PARA AMANHÃ O PROVEITO DE UMA COZINHA RICA .

31 de agosto de 2006

AINDA SE MORRE DE AMOR ???





ESTUDO CIENTÍFICO CONFIRMA QUE A DOR MATA.
Nicholas Christakis, um dos autores de um trabalho de pesquisa, defende que a morte ou a hospitalização de um ente querido ou cônjugue aumenta o risco de morte para quem fica.
Depois de analisar mais de meio milhão de casais com a idade superior a 65 anos, verificou que o período em que o risco é maior surge nos 30 dias à hospitalização ou morte do ente querido.
Conclui ainda, "quanto mais debilitantes as doenças, maior a probabilidade de doença ou a morte para o parceiro".
Isto porque os problemas do companheiro podem privar o parceiro de apoio emocional, económico ou prático, e aumentar os níveis de stress.

A MÃE DE TODAS AS TRAGÉDIAS DE AMOR.
É a história de clássica, sinónimo de verdadeiro amor. Quem não conhece a tragédia 'Romeu e Julieta', de Willlian Shakespeare, que retrata o amor entre dois jovens de famílias rivais, impedidos de concretizar o seu amor, devido ao ódio que separava os dois clãs.
Oferecida em casamento a outro, Julieta finge a morte através da ingestão de um veneno. Romeu, que descobre os planos da amada, acredita que ela está morta e suicida-se. Ela, incapaz de viver sem ele, põe também termo à vida.

JUNTOS, MESMO DEPOIS DA MORTE

Nasceu Giulia Anna Masina, em San Giorgio di Piano, Itália. Ganhou fama na rádio, mas ficou para sempre conhecida como mulher do realizador Federico Fellini, com quem casou em 1943.
Viveram juntos mais de 50 anos, até que a morte os separou. Primeiro ele. Ela segui-o, seis meses depois, em Março de 1994, com 73 anos de idade. Descansam lado a lado no cemitério de Rimini.

SUPERAMOR PARA LÁ DA VIDA

Depois de ter sido Super-Homem, Chistopher Reeve teve de lutar sem tréguas contra a lesão que o deixou paralisado, depois de uma queda de um cavalo. Ao seu lado teve sempre sua mulher, Dana. Chistopher morreu em 2004, aos 52 anos, na sequência de uma paragem cardíaca. Dana juntou-se ao marido em Março passado, com 44 anos, vítima de cancro do pulmão.

DALÍ SEM GALA ERA VIDA SEM SENTIDO

Dalí nunca escondeu que conhecer Gala foi o acontecimento mais importante da sua vida. Apesar da diferença de idades - ela mais velha dez anos - e do facto de Gala ser casada com o poeta Paul Eluard, não conseguiram evitar o amor. Casaram-se em 1934, não mais se separando. Em 1982, Gala morreu. Nessa altura, Dalí já não pintava, resultado de uma doença que lhe causava tremores nas mãos. A morte dela agravou a situação e o pintor acabou por se juntar à mulher em Janeiro de 1989.

A COMPANHEIRA DO CAMARADA CUNHAL

O seu nome confunde-se com o do partido que dirigiu durante décadas. Álvaro Cunhal, o lider carismático do Partido Comunista Português, morreu em Junho de 2005, com 91 anos. Um ano depois da sua morte, o País foi informado da morte da sua companheira de vida e de ideais, Fernanda Barroso, que se despediu da vida aos 61 anos. Durante mais de 20 anos, a engenheira técnica química foi a mulher de Cunhal, com quem partilhou a vida e a paixão.

A SOLIDÃO E A AUSÊNCIA DE CARINHO.

Muitos casos estão presentes nos nossos dias, mesmo ao nosso redor assistimos todos os dias com situações destas, olha fulana mulher de sicrano, não resistiu e faleceu, a companheira ou o companheiro de A ou B morreu logo de seguida, agora estão juntos. Todos dias temos experiências destas, basta olhar em nosso redor, e vemos exemplos semelhantes. A maioria das vezes, a solidão e ausência de carinho por parte de um dos companheiros, motiva e acelera o processo mais que inevitável. Para isso, devemos estar alertas de como podemos supremir tal acontecimento, e nunca deixar de ter por perto os que ainda nutrem por nós um sentimento e carinho, embora fique sempre marcado pela a ausência de aqueles que mais privamos durante muito tempo. Embora sem se apercebermos, a tecnologia nos deu um motor maravilhoso par nós, a 'internet', usada de modo útil, pode se tornar para os que nestas condições se encontrem, não se privem de dar um olá, um bom dia, boa tarde ou até mesmo uma boa noite. Nela, 'internet', encontramos muitos amigos, que de um modo nos pode colmatar a falta de um ente querido, ou até mesmo de um amigo.

30 de agosto de 2006

NEM TUDO ESTÁ MAU...


Quem olhar para a tabela da venda de Ferraris em Portugal nos últimos anos encontra uma estranha
coicidência: "a venda dos bólides, apaixonantes mas caríssimos e pouco versáteis, dispara quando o PS está no
Poder".
Retraiu-se, com quebras de venda para mais de metade, nos anos em que Maria Ferreira Leite, esteve nas
Finanças. Em 2005, com o desvario populista de Santana Lopes e a chegada ao poder de um nono líder do PS, eis que os cavalinhos rampantes se reproduzem de novo quase chegando aos índices atingidos com o optimismo guterriano.
Chegados a 2006, até meio do ano, o número de FERRARIS vendidos, em primeira mão, no espaço português desce novamente para escasas sete unidades.
Um elogio a José Sócrates e ao seu realismo económico, ou apenas um esperar para ver onde vai parar o efeito multiplicador das grandes obras da OTA e do TGV?
Claro que os dados oficiais não contabilizam outras formas de comprar e exibir as nervosas máquinas italianas.
Mas o recurso às fugas ao Fisco permitidas pelas 'offshores' é um problema para o qual nem o PS nem PSD dão mostras de ter qualquer rascunho de solução.

(octávio ribeiro)

Ora aqui está uma ideia de como vai este país, mau para uns, paraíso para outros, uns sem nada, outros com o mundo aos seus pés.
O pobre mais pobre o rico mais rico, é a lei da vida e os frutos de uma democracia à moda e medida dos portugueses menos atentos.
Assim estamos a par de um crescente fosso entre as classes portuguesas, e leva acreditar que melhor seria mudar de nacionalidade, dado que aqui tão ao pé o salário mínimo é o dobro do que o aplicado em Portugal, mas a moeda é igual à nossa.
Portugal de trazer por casa.

26 de agosto de 2006

CARTA AO JURÍDICO...


Este é um texto jurídico no mínimo curioso, que no contesto irá fazer rir os mais atentos, no entanto não deixa de ser um facto real.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA COMARCA DE LEIRIA recebeu o seguinte requerimento.

Cavalinhos, 11 de Julho de 2006.
Eu, Maria José Pau, gostaria de saber a possibilidade de abolir o sobrenome Pau de meu nome, já que a presença do Pau tem me deixado embaraçada em várias situações.
Desde já, antecipo agradecimento e peço deferimento.

Assina:
Maria José Pau

======================================

Em resposta, o Tribunal lhe envia a seguinte mensagem de resolução:
Caríssima senhora Pau,

1º = Sobre sua solocitação da remoção do Pau, gostaríamos dizer que a nova legislação permite a retirada do Pau, mas é um processo delicado.
Se o Pau tiver sido adquirido após o casamento, a retirada é mais fácil, pois afinal de contas, ninguém é obrigado a usar o Pau do marido se não o quizer...

2º = Se o Pau for de seu pai, se torna mais complicado, pois o Pau a que se referimos é de família, e vem sendo usado de geração em geração.
Se a senhora tiver irmãos, irmãs, a retirada do Pau a tornaria diferente do resto da família.
Cortar o Pau de seu pai, pode ser algo que o vá aborrecer.

3º = Outro problema, porém, está no facto de seu nome conter apenas nomes próprios e poderá ficar esquisito caso não haja nada para colocar no lugar do Pau.
Isso sem falar que, caso tenha sido adquirido com o casamento, as demais pessoas estranharão muito em saber que a senhora não possui mais o Pau de seu marido.

4º = Uma opção viável, seria a troca da ordem dos nomes. Se a senhora colocar o Pau atrás da Maria e na frente do José, o Pau pode ser escondido, porque a senhora poderia assinar o seu nome como Maria P. José.

Nossa opinião é a que esse preconceito contra o nome já acabou há muito tempo e que, já que a senhora usou o Pau de seu marido por tanto tempo, não custa nada usá-lo um pouco mais.
Eu mesmo possuo Rata, e sempre usei, e muito poucas vezes a Rata me causou embaraços.

Atentamente.
Adriana Oliveira Rata


20 de agosto de 2006

QUEM SOU EU ?



Nascido na freguesia de Rossio ao Sul do Tejo em Abrantes, depressa cresci e fiz os meus estudos primários bem como secundários na Escola Industrial de Abrantes, comecei cedo a trabalhar no comércio em Abrantes e fazia em paralelo com os estudos de noite.
Depois voltei-me para o ramo automóvel, onde passei desde varredor da oficina até ao ponto de ser responsável pelo o sotk de peças, bem como diregir a oficina e demais colegas.
Com o célebre 25 de Abril, casei e dado à instabelidade de emprego mudei-me para Leiria.
Onde passei por vários empregos até que enveredei de novo no ramo automóvel, na Auto-Leiria(Ford).
Passado uns anos, com a ambição das vendas, uma primeira experiência falhada, mas depois começou a dar frutos, nomeadamente na Volvo, ou seja MGE sediada em Torres Novas (Pé de Cão), onde fiz um trajecto muito bom e com bons êxitos.
Após uns tempos saí e fui para vendedor de máquinas para o Entreposto de Máquinas de Leiria, novamente recheada de êxitos em vendas.
Mas o aspectro de minha vida familiar não me deixava e com o divórcio, rápidamente me embrulhei com experiência e fracassos em todos os aspectos, profissionais bem como de âmbito pessoal.
Após uma atravessia no deserto, com muitos lugares e empregos, e uma experência de empresário falhada em Fóz-Côa, regresso a Leiria para me recompor a nível pessoal e emprego.
Conheço um amigo, Vergílio, com o qual trabalhei uns anos e bons, no campo de máquinas, vendas e recolhas de créditos mal parados.
Após um período de êxito, quando estava tudo recompôsto e para começar uma nova vida, algo se abate sobre mim.
No dia 27 de Agosto de 2003, com pouco pessoal para trabalhar, estava a tirar uma falência com dois homens, os quais coloquei a fazer um serviço menos perigoso, eu vou fazer outro a uma altura aproximadamente de 7 mts, para tirar uma chaminé de uma caldeira, começa a chover e me cai uma chave de bocas para o telhado, e vou para ir buscar.
Dado ser uma serração e fábrica de móveis, o telhado estava como sebo, e ao pisar uma telha de lusalite sem madre, ela quebra e venho estatelar-me no chão a cerca de 5 mts.
Ao cair, na posição horizontal, com as costas em cima e serradura e bocados de madeira, fico paralisado e com o meu corpo da cintura para baixo como um bicho, inchado.
Sou transportado para o hospital de Leiria, no qual me fazem logo os primeiros exames, e sou evacuado para Coimbra, hospitais dos Covões.
Dado como certo a minha lesão na medúla espinal, teria que ser operado, para fixação das vertebras lesadas, D11-D12-L1.
Esta operação é efectuada em Leiria, Centro Hospitalar S.Francisco pela equipa, Dº Peliz e Ernesto Moura.
Após a operação, passado dois dias, dº Peliz se acerca de mim e me dá a notícia que eu mais temia.
Fico paraplégico da cintura para baixo.
Faço reabilitação no Centro de Reabilitação da Tocha, Rovisco Pais, aonde recuperei a mobilidade do corpo, e aonde tive de redescobrir um outro meio de vida.
Hoje, só em casa, penso e olho para trás e digo; "Que me valeu viver a vida de modo tão intensa e sempre com um passo à frente".
É com estas palavras, que eu entro aqui para descrever a pessoa que sou, com altos e baixos, amigos e inimigos, e hoje tento passar a minha vida aqui nesta tela e neste teclado, e pensar sempre fazer e criar amigos, amigos incondicionais, dado que os outros todos se foram e bateram a porta atrás.
Um Obrigado pela atenção que dispuseram a ler estes pequenos trechos da vida quatodiana de uma pessoa "Deficiente Motor".

18 de agosto de 2006

O NAZISMO DE GRASS


Günter Grass, o escritor alemão vivo que mais livros vende, o Prémio Nobel da Literatura, fez agora luz sobre o seu passado nazi.
Na sua autobiografia reconhece que pertenceu aos 17 anos e já no fim da guerra, ás Waffen-SS.
Em si, a confissão vale pouco.
Quase todos os alemães que viveram nos anos 30 e 40 tiveram algo a ver com nazis.
Até Joseph Ratzinger, como muitos se lembraram na altura em que se tornou Papa.
O problema cpm Grass, é que se elevou a instância moral capaz de criticar, de forma muitas vezes rude, qualquer acto mais ou menos aceitável.
É essa superioridade moral- que Grass tinha sobretudo aos olhos de uma certa esquerda- que obviamente se tornou numa máscara que caiu.
Grass tem quase 80 anos e teve espaço suficientes para ter reconhecido o seu erro, aliás aceitável pela sua juventude.
Ao esconder o seu passado até agora, depois de criticar tanta gente por ter colaborado com o nazismo
ou por ter se escondido esse passado nos deixa dúvidas.
Todos cometemos erros e quando os aceitamos com humildade tornamo-nos humanos.
Como Grass, agora. O problema é que durante 60 anos quis fazer que era sobre-humano, quase santo, como mostra os seus livros. E não era.